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Você é uma bola preta?

Sentado junto ao portão do colégio, o menino de cor aguardava sua mãe.

Enquanto isso, observava atento um vendedor de bolas na praça em frente que, buscando atrair compradores, de vez em quando, soltava uma bola ao ar livre.
Ora de cor vermelha, ora amarela e assim por diante.

Intrigado, o garoto atravessou a rua e perguntou ao vendedor:
- Moço, a bola de cor preta não sobe não?

Imediatamente, o vendedor tomou uma bola preta e soltou-a como as demais.

Em seguida, lhe disse:
- Meu caro jovem, o que faz a bola subir não é a cor, mas o que está dentro dela.

Por uma série de razões, muitos têm se justificado por não subir na vida. Nutrem complexos da cor, falta de escolaridade, de dinheiro, de oportunidade, de profissão, por ser ex-detento, mendigo, gordo, magro, feio, pobre, morador de comunidade, de rua etc.

No fundo, no fundo, tudo isso resume-se numa única palavra: dúvida.

A maldita dúvida impede qualquer um de avançar, independentemente de sua capacidade intelectual ou condição socioeconômica.

Quando se fala em fé, muitos associam isso à vida religiosa, vida de rezas, frequência à igreja e coisas desse tipo.

Ao contrário do que se imagina, a verdadeira fé em Deus nada tem a ver com religião. Ela é a força de Deus que opera no íntimo dos humildes de espírito (bolas) para fazê-los alcançar as maiores alturas.

Ela faz o débil acreditar em si mesmo e abrir a visão espiritual para a realização dos seus sonhos.

Não é à toa que está determinado:

“Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são…” I Coríntios 1.27-28

Com que objetivo o Senhor Deus tem feito isto?
Para mostrar a diferença de vida dos que creem nEle e daqueles que não creem.

 

Bp. Macedo

O segredo da fé

William Shakespeare disse que há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia.

Em relação à fé não é muito diferente. Entre teoria e prática da Palavra de Deus, há uma enorme distância.

A fé tem seus mistérios. Jamais se deve compará-la com a de terceiros, sob pena de se cometer grave erro.

“Um crê (tem fé) que de tudo pode comer, mas o débil come legumes.” Romanos 14.2

A questão da fé é puramente pessoal. Não há ninguém com fé para tudo. Uns têm fé para determinadas coisas e não têm para outras.

Não se pode achar que a fé para curar é a mesma para remover montanhas.

Eu, por exemplo, tenho fé para falar em línguas estranhas, mas não tenho fé para interpretá-las. Tenho tido fé para determinadas coisas, mas não a tenho para outras.

Sabe por quê?

Porque sou humano, sujeito às fraquezas da minha casa de barro.

Mas, com respeito ao artigo anterior, é preciso saber que nem todos que creem na Palavra de Deus têm empregado toda a sua força nela, para verem sua realização.

Acreditam na sua veracidade, mas, na hora de materializar a fé, duvidam. Pouco ou muito, não importa.

É como Jesus disse: “Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes…” Mateus 21.21

Aí está o grande segredo da fé: não duvidar.

Não há problema órfão – Bp. Renato Cardoso

Não foi à toa que o Senhor Jesus disse: “Pelo fruto se conhece a árvore.” Mateus 12.33

Ele sabia muito bem o que estava falando e onde queria chegar.

A princípio, Ele apelou para a lógica: Se isso, então aquilo. Nesse caso, se o fruto é bom, a árvore é boa. Se o fruto é ruim, a árvore é ruim.

Isso é lógico, inteligente e indisputável. Deus nos chama a essa inteligência. Ele quer que usemos a lógica para descobrir a raiz de nossos problemas.

Por mais de vinte e poucos anos, no meu trabalho, eu venho aconselhando pessoas com os mais diversos problemas. Raramente alguém chega até nós sabendo qual é a raiz do seu problema.

Normalmente, as pessoas querem a solução do problema visível, que está lhe causando dor naquele momento. Elas não se dão conta de que todo problema tem uma origem, uma raiz.

Falam em querer arrumar um emprego, melhorar a comunicação no relacionamento, deixar um vício etc. Só que tudo isso são apenas “folhas” e “galhos” de uma árvore que tem uma raiz muito mais profunda.

Não há problema órfão.

O desemprego foi gerado por um ou mais fatores. A falta de comunicação acontece por outras razões maiores que estão afetando o relacionamento. O vício é apenas um sintoma, não a doença em si.

Assim como ninguém nasce sem a ação de um pai e de uma mãe, nenhum problema vem do nada.

Lógica e inteligência. É com essas armas que Deus quer que lutemos contra nossos problemas.

Você quer aprender a usá-las?

Neste domingo, iniciaremos uma campanha de 7 domingos para ensinar as pessoas a descobrir a raiz dos seus problemas.

Bispo Renato Cardoso

Deveria, teria, poderia – Bp. Renato Cardoso

Eu deveria ter/ teria/ poderia ter/ feito isto ou aquilo. 

Mas você não o fez.

Fim da história. Supere isso.

O problema com esses três verbos tão essenciais à língua portuguesa, é que eles são retrógrados — nos fazem sempre olhar para o passado — além de que frequentemente são usados para expressar um sentimento de pesar ou culpa.

Não há muito o que fazer sobre o que você deveria/teria/poderia ter feito, mas não o fez. Aprender uma lição, talvez, mas não muito mais que isso.

Muito mais úteis são: vou, irei, e posso. Estes exigem que você olhe para a frente, seja ousado, acredite, e tome atitude.

Adivinhe quais desse dois grupos as pessoas espiritualmente inteligentes preferem usar?

 

Bp. Renato Cardoso

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